Sobre o Perspectiva

Perspectiva Educação

Quem somos?

2016… Esse foi o ano que nascemos, na verdade esse foi o ano que tomamos uma forma, que nasceu a nossa casa. Mas antes preciso te contar uma história…

Quando decidi ser professor, queria ter a chance de um contato mais próximo com minhas turmas, com meus alunos. Queria ter a chance de impactar a formação deles, de tirar dúvidas diretamente, de poder conversar sobre questões acadêmicas e também questões pessoais. Quem lida com concurso sabe bem que em grande parte o padrão emocional dos alunos determina o sucesso que irão alcançar ao final do processo.

Mas tornar isso possível esbarrava numa questão essencial para os cursos. O lucro no final do mês. As turmas sempre eram lotadas de alunos para garantir a maior margem de lucro possível. E não tinha argumento algum que torna-se capaz quebrar isso. Em especial porque os cursos tinham muitos donos para dividir o que sobrava no final do mês, isso quando não existiam grupos empresariais/investidores diretos por trás, que em geral compram escolas e cursos com o intento único de arrecadar o máximo possível sem se importar com o que será feito pelo caminho.

Ano após ano isso foi me criando uma insatisfação absurda. Os cursos falavam de quantidade de aprovados e eu via que isso era irreal. Um curso simplesmente falar que aprovou 250 alunos no vestibular, isso gerava um impacto absurdo a nível de propaganda. Mas a estatística por trás desse dado é assustadora. Com uma média de 2,5 mil alunos espalhados em turmas gigantes em muitas unidades e uma taxa de 250 aprovados por ano, as chances de um aluno passar são de tímidos 10%. DEZ POR CENTO É QUASE NADA! Mas as pessoas não eram informadas disso. Os dados eram “maquiados”, passados de uma forma que induzia as pessoas.

Alunos sem ter com quem conversar sobre a rotina de estudos, a estratégia que deveria ser adotada para otimizar os estudos, sem poder desabafar sobre uma angústia e outra, alunos invisíveis. Assim eram meus alunos, em quase sua totalidade. Mesmo que eu tentasse os enxergar, era quase impossível naquele mundo de pessoas. Isso me incomodava demais.​

Um grande passo foi dado...

E então decidi criar um lugar onde essas coisas fossem feitas de forma diferente. Mas para começar diferente, para não cair na armadilha de ter que gerar muito lucro, eu precisava conseguir abrir esse lugar sem ter sócios, sem precisar ser obrigado a prestar contas de lucratividade. Para isso ser real, eu precisava somar uma grande quantia, pois eu arcaria sozinho com todos os investimentos. E isso levou um bom tempo… na verdade levou bons 10 anos (na verdade levou exatos 13 anos…meio assustador né?!). Praticamente tudo que eu ganhava, eu guardava para poder um dia abrir meu curso. Durante esse tempo comecei a estudar tudo que julguei que poderia me ajudar nessa empreitada. Desde processos educacionais inovadores, neurociência… até programação de sites. Decidi que eu precisava conhecer escolas diferentes. Eu já havia estado à frente dos maiores e mais renomados cursinhos. Era tudo basicamente igual. Eu já conhecia aquele universo, sabia o que poderia ser aproveitado e o que deveria ser radicalmente abandonado. Foi então que decidi que precisava entrar para escolas que tinham um olhar diferente para relação educacional. Aguardei até que um dia abrissem concurso e fui fazer, tive a felicidade de ser aprovado e pude observar de perto como funcionavam. Estive numa escola que empodera os alunos com um processo de autonomia incrível e acaba promovendo um senso de responsabilidade que eu até então desconhecia. Aquilo me ensinou muito do potencial de partilhar com os estudantes a responsabilidade pelo processo de aprendizagem. Em seguida estive numa escola residência, onde o fato dos alunos serem internos gera um caldeirão de emoções e vínculos muito fortes. Onde as funções de professor se confundem com as de pai, mãe, psicólogo, confidente. Uma experiência incrível que reforçou minha fé na importância dos laços entre alunos e professores. Num ambiente de amor e confiança, o aprendizado ocorre de forma muito mais efetiva. Foi também uma experiência incrível.

Mas nesse tempo algo ocorreu, vi alguns cursos novos surgindo. Cursos com uma proposta de terem turmas reduzidas, para poderem dar mais atenção aos alunos. Achei aquilo incrível. Finalmente mais pessoas haviam se sentido incomodadas e tinham decidido se movimentar para fazer algo diferente. Mas ao ter contato com esses novos cursos percebi que eles haviam mudado o volume de alunos, mas buscando da mesma os lucros incríveis. Mensalidades com valores absurdos que a maior parte das vezes somente pessoas abastadas são capazes de pagar.

E nesse ponto é importante deixar uma coisa muito clara. Não tenho nada contra os cursos fazerem isso. É uma questão de posicionamento, de crenças, do que nos motiva internamente. Apenas não me identifico com isso e nem é no que acredito. Penso que é possível ter uma vida bacana, com conforto, desenvolver um projeto no qual esteja minha paixão, focado na realização dos sonhos dos outros, abraçar pessoas que precisem de ajuda, apoiar algumas causas que me toquem o coração, impactar a vida dos outros e cobrar um preço acessível para que diversas pessoas possam ter acesso a isso. Educação transforma a vida. É legal levar essa possibilidade ao maior número possível de pessoas.

E como você deve lembrar do início do nosso papo lá em cima…

2016… Esse foi o ano que nascemos, na verdade esse foi o ano que tomamos uma forma, que nasceu a nossa casa. E tem sido incrível! Todas as nossas turmas sempre são reduzidas e direcionadas para concursos específicos. Assim os alunos são preparados com máximo nível de excelência. Nossas aprovações desde o nosso nascimento, até hoje, estiveram acima dos 80%. Acolhemos alunos carentes de diversos lugares da cidade e os guiamos até a conquista de uma vaga na universidade, abolimos os copos plásticos em defesa do meio ambiente, economizamos água em todos os nossos processos para reduzir o desperdício, nossas lâmpadas são de LED de última geração e garantem menos gasto de energia e nossos aparelhos de ar condicionado com tecnologia inverter também, reciclamos todo papel que gastamos anualmente através de um acordo com nossos alunos - somamos mais de DUAS TONELADAS de papel anualmente. Doamos tudo arrecadado com a reciclagem para uma ONG de catadores de lixo que apoiamos, um projeto que acolhe 28 famílias cooperadas. Enfim… eu poderia falar por infinitas páginas sobre nós, afinal, além de suspeito, sou apaixonado por isso tudo aqui. Somos coloridos… SIIIIIIIIIIIIIIIIIIIM! Somos coloridos. Não temos nenhuma vocação para aquele ambiente monocromático e fúnebre dos cursos. Mas para você entender quem realmente somos nós, só vindo nos conhecer. Mas esteja preparado. Você será impactado por uma nova Perspectiva.

Desde já, seja bem vindo. Minha casa, a nossa casa, está de portas abertas para você.

Perspectiva

Daniel Medeiros
Professor, diretor e fundador do Perspectiva

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